terça-feira, 9 de junho de 2015

Escolhas, Erros e Bençãos

Nossa! Quantos anos faz? Bom, essa “ladainha” de que sumi não sei porquê, voltei porque blá blá blá é muito chato. Só lhes digo que estou precisando escrever. Estou sem inspiração para escrever em meus outros blogues, uns que tenho de crônicas, poesias e pensamentos, pois os únicos pensamentos que ando tendo nos ultimos anos são de insatisfação com minha vida, com o rumo que tomei me enfiando num covil com uma só cobra: meu marido – isso mesmo, casei pensando em ser feliz, mas quando eu disse sim aceitei também bebidas alcoólicas, brigas e noites sem dormir. Mas, assim como nada é só flores, não há mal que dure para sempre. Deus, que é tão maravilhoso e sábio, me surpreendeu de uma maneira tão mágica e sublime que toda vez que eu me desespero e começo a desmanchar na tristeza, basta eu passar a mão em meu ventre e lembrar que carrego comigo o ser mais... mais... não sei explicar a perfeição, meu grau de contentamento e felicidade numa só palavra. Sim! Estou grávida e sinto comigo que é o que eu precisava e Deus também sabe disso. Já estou para ganhar, faço 40 semanas dia 12/06 e muitíssimo ansiosa para ver o rostinho da minha menina, da minha Sarah.

Hoje vou contar um resumo dos ultimos dois anos. Dois anos de uma vida estranha, confusa, triste, desesperadora e portas fechadas. Nos ultimos dois anos desci no mais fundo poço e experimentei sensações que não se comparam com nada das dores de antes. Da solidão que senti mesmo estando com alguém do meu lado e da falência de minha alma que chorava lágrimas de sangue. Exagero? Não, estas palavras não expressam a dor que senti nesses dois anos, não expressam a intensidade da tristeza que experimentei e ainda vivo, mas hoje estou tão calejada que me sinto anestesiada da tristeza, ela já não me machuca tanto. Ainda estou na peleja, pois ainda estou casada. Sou a mulher de um alcoólatra, destruída, mas que está se revitalizando com muita luta e só um pouco de força de vontade. Ainda passo no psicólogo, hoje minhas sessões são mais sobre este caso, mas também trato o meu eu que é carente e confuso. Não sou mais eu, não sei mais lidar comigo, não sei mais entender a vida, mas estou aprendendo a entender e seguir um rumo. Minha filha me dá forças para melhorar, me dá segurança para seguir em frente na raça, pois ela precisa de mim e eu, como uma criança (re)aprendendo a viver, também preciso dela, até mesmo para esquecer de mim, do meu marido, e pensar só nela.

Ter um marido escravo do álcool não é fácil, ainda mais tendo tantos conflitos dentro de si. Não escolhi de imediato essa vida, pois até então não sabia, mas me permiti continuar nessa por muitos motivos que vou contar no decorrer dos meus escritos.

Por hoje é só, estou cansada, com sono e com dores – aquelas que se aproxima do parto. Quero muito que seja nessa virada de lua – se é que boto fé nisso (rs).

Boa noite e estou ouvindo “M83 – Wait (vejo que eu colocava música do momento, então...)


Beijos.